Para quem ainda não ouviu esta expressão ela refere-se à suposta estratégia da micro$oft para que programadores e utilizadores cada vez mais usem as suas soluções (embrace). Para aliciar-nos temos então o OOXml (que não passou como ISO), os standards de .NET e C# ( que permitiram o aparecimento do Mono, que não é da m$, mas sem duvida preenche todos os requisitos para fazer parte da sua estratégia) ou outras estratégias utilizadas como a criação de licenças semelhantes às licenças GPL (que permitem tudo menos utilizar o código em SO diferentes do Window$) e também o site para alojar projectos semelhantes ao SorceForge (não me lembro o enderenço), mas em NET/C#/"m$ propriety", entre outras novidades. E isto designa-se por "extende".
Já à algum tempo tinha lido este artigo e para ser sincero concordo com todos os pontos de vista. Optar por uma solução da micro$oft é como se diz em bom português um pau de dois bicos.
- "O bom": Por outro lado e em Portugal começo então a ver qual vai ser a atitude das pequenas empresas: << - Porque havemos de adoptar esta ou aquela linguagem/aplicação OSS se agora podemos utilizar uma semelhante e criada pela grande companhia, que corre no sistema operativo que já conhecemos e sabemos utilizar? >>. Porquê investir em formação se podemos continuar a utilizar o SO que se conhece e então dedicar-se realmente ao que importa...
- "O mau": é estar dependente das decisões que uma empresa com fins unicamente lucrativos tem sobre os seus produtos e ideias, podem ler também neste comentário a outro artigo aquilo que tento dizer. Neste comentário ficam bem claros os perigos da utilização do Mono.
Hoje então encontrei este artigo "The Mono Project: You Might Expect the Unexpected", no Linux Jornal. Fiquei um pouco surpreso com o conteúdo, pois isto mostra que no mundo do Linux/OSS começa a haver também um certo acomodamento por parte de quem pensa e transmite/partilha opiniões, não só o autor do artigo, mas também os editores que o deixaram passar. Isto não é de forma nenhuma uma atitude totalmente contra a m$, mas sim uma atitude contra as estratégias dela. Nem tudo é o que parece, e neste caso a m$ está a usar essa falta de clareza para levar os seus propósitos a diante e provocar a suposta extinção de toda a concorrência (extinguish). Se será que seja possível extinguir o OSS.
A defessa e a adopção do OSS por mim é certamente uma opção pessoal, não porque acredite que seja melhor ou pior, mas sim porque a experiência e o conhecimento desta plataforma/conjunto de soluções abre-me portas impossíveis noutros mundos/OS. Fiquem descansados os demais que não pretendo vir a ser um hacker do kernel.
Este é certamente um tópico que não me atrai, mas que garantidamente me deixa preocupado, porque num pais onde impera a mentalidade mesquinha e a lei é o comodismo (ou a falta de recursos e capital), certamente vai haver um decréscimo de novas empresas a adoptarem OSS. Muitos pensarão:
<< - Será muito mais fácil manter um sistema operativo que já conhecemos e que até já tem uma linguagem/aplicação gratuita.>>
Qual será então o preço que poderão vir a ter de pagar? Leiam o artigo que está em www.groklaw.net e tenham então um maior esclarecimento sobre os varios tipos de licenças e novas estratégias da m$.
Knowledge to share.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
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